domingo, 12 de junho de 2011

Práticas Pedagógicas

Quando nos referimos em práticas pedagógicas é importante chamar a atenção, inicialmente, é que, em qualquer análise que se faça a educação ou dos fenômenos educativos e que não se pode ignorar a influência decisiva do contexto social, cultural, politico e econômico em que os fenômenos estudados ocorrem. Além disso, há um peso e significado das interações, estabelecidas pela e na instituição escolar, nas relações que ocorrem em sala de aula - relações da escola com a sociedade e com a comunidade e famílias e, internamente, dos professores, gestores, funcionários, alunos e pais entre si.
Como se pode observar, através de maneiras diferentes e com relação ao tempo tão próximas de nos referirmos aos processos de decorrentes das trocas, relações entre professores e aluno, entre  alunos, na sala de aula, os acontecimentos/eventos desse espaço envolvem as pessoas concretas em sua totalidade, com afetos, desejos. O olhar dirigindo a essas relações assim, só pode ser aquele que, mesmo contemplando, em cada uma delas, marcas indeléveis ao mesmo tempo flexíveis que as constituições como pessoas e indivíduos únicos.
Em se tratando da aprendizagem, interpretações de teorias são propostas, dando conta de como o aluno aprende e como se realizam as trocas que permitem, possibilitam e ampliam esse processo.
E em relação ao desenvolvimento, em suas relações com a aprendizagem, temos ampliado nossa compreensão do que ocorre, ao longo do desenvolvimento da criança e do jovem e que papel desempenham nesse processo.
O destaque se dá as relações entre professores alunos, entre os pares, e nos empenhamos em compreender os processos envolvidos nelas.
Nossos estudos e preocupações nos têm levado a refletir sobre muitos tipos de relações: ensino-aprendizagem, professor-aluno, escola-comunidade, gestores-professores, escola-família, aluno-conhecimento e relações institucionais na escola, entre outras.
Hoje, nosso olhar estará voltado para a relação professor-aluno, na sala de aula, momento privilegiado da prática docente.
Que olhar estaremos dirigindo a essa relação? Gostaria que pudéssemos voltar para essa sala de aula em processo um olhar de conhecer de novo, de curiosidade, de expectativa, de constatação, de avaliação, de pesquisa, de análise, de descoberta, mas também de invenção, uma vez que temos olhado essa relação, com olhares parciais, ou de censura (por tudo que pode não ter dado certo ou se cumprido conforme nossos desejos), ou até de irritação (por toda nossa impotência, desconhecimento e dificuldades), e quase nunca com olhar de amorosidade, de respeito e de esperança. Cada professor constrói sua forma de atuar: organizam e planejam suas ações. Ficando atentos á curiosidade da criança e do jovem e ficando atentos com as necessidades básicas da criança e do jovem de conhecer o mundo, envolvendo temas/projetos para cada faixa etária como: brincadeiras, histórias, jogos, artes, informática etc. Conforme Wallon explica a respeito do movimento para dentro, para o conhecimento de si - com predominância do afetivo – e movimento para o mundo exterior – com predominância do cognitivo. Ambos, cognitivos e afetivos, têm como suporte a atividade motora, e o movimento de integração dessas três dominâncias possíveis tornam cada vez mais diferenciados, precisos e coordenados os pensamentos, sentimentos, idéias, articulados em relação às solicitações do meio e as intenções das pessoas. É nesse sentido que as relações entre professor-aluno e aluno-aluno, em sala de aula, garantem a “sobrevivência cultural desse aluno pela apreensão de valores, instrumentos, técnicos, crenças, idéias e afetos predominantes na cultura”. E, nesse processo, as informações decorrentes dessas relações se organizam em “categorias referentes ao mundo externo e referentes a si”.
Assim, saberemos que esse olhar perscrutador, que nos pede reflexão sobre as relações que se dão em sala de aula tem papel fundamental no desenvolvimento intelectual de seu aluno, podendo ele ser o foco de crescimento ou de introspecção do mesmo quando da sua aplicação metodológica na condução da aprendizagem. Sobre essa prática, GADOTTI (2000:9) afirma que “nesse contexto, o educador é um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos”. E ainda que, “os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas”.
Codo (1999) se utiliza da palavra burnout para expressar toda uma síndrome decorrente das experiências do professor em sua profissão. Negar que esse quadro afetivo não tenha consequências nas relações pedagógicas em sala de aula, na prática docente do professor, é idealizar a prática docente, não a percebendo na realidade cotidiana das escolas brasileiras.


Referências bibliográficas
GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2000
CODO, W. (coord.) Educação. Carinho e trabalho. Petrópolis: Vozes/Brasília, CNTE: Universidade de Brasília, 1999.
MAHONEY, A. A.; Almeida, L.R. (orgs.) Henri Wallon. Psicologia e educação. São Paulo: Loyola, 2000
Imagem Disponível em  http://professoratatianealmeida.blogspot.com/2010/05/inclusao-das-criancas-de-seis-anos-no.html


quinta-feira, 9 de junho de 2011

2 Visões - 2 Entrevistas

Entrevistas realizadas na teleaula da professora Marília em que os professores João Cardoso e José Luis Feijó Nunes discutem a questão da progressão continuada, ciclos e  problemas atuais da educação no estado de São Paulo.







terça-feira, 7 de junho de 2011

Progressão continuada + ciclos = Aprovação automática???




Primeiramente devemos conceituar as palavras progressão continuada e ciclos. Entende-se por progressão continuada " um procedimento utilizado pela escola que permite ao aluno avanços sucessivos e sem interrupções, nas séries, ciclos ou fases. É considerada uma metodologia pedagógica avançada por propor uma avaliação constante, contínua e cumulativa, além de se basear na ideia de que reprovar o aluno sucessivamente não contribui para melhorar seu aprendizado"(MENEZES, 2002).
Assim através da fala do professor João Cardoso vemos que a grande discussão atual é a questão de ofereceremos ensino de qualidade a todos os alunos para que não ocorra, como foi mencionado “ a exclusão dentro da inclusão “. Pois hoje já contamos com a universalização do ensino, mas agora devemos assegurar que os alunos tenham em sua trajetória escolar uma boa aprendizagem. Com certeza a culpa do baixo desempenho não é culpa dos ciclos ou da progressão continuada, mas de um conjunto de fatores: as escolas não estavam preparadas para receber os alunos que antes estavam em situação de exclusão, os professores foram formados para a realidade das turmas seriadas seletivas e por conseqüência a falta de capacitação destes docentes para encarar esta nova realidade, além da superlotação das salas de aula.
A solução apresentada pelo professor é muito adequada quando propõe um conjunto de medidas e não apontar um único culpado para o problema – seja o professor, o aluno e suas famílias ou o próprio sistema educacional. É necessário reorganizar a escola, com salas no ciclo de alfabetização com no máximo de 30 alunos (sendo que o ideal seriam 25), a valorização do professor alfabetizador, bons materiais pedagógicos, programas permanentes de formação continuada para o professor, sistema de supervisão eficiente que atenda a escola de forma real e uma política salarial com remuneração digna ao docente.
O professor José Luis Feijó Nunes também nos mostra que a implementação dos ciclos sem estrutura traz sérios problemas para a educação, pois se no primeiro momento nós colocamos todas as crianças que estavam fora da escola para dentro, agora devemos superar os problemas das avaliações externas, pois o aluno não produz o que é esperado, então falta qualidade no ensino oferecido. A grande questão norteadora é o que fazer de acordo com esta nova realidade? De acordo com as palavras do professor a solução é oferecer oportunidade para todos aprenderem e acabar com o paradigma que a progressão continuada é não fazer nada, a tal falada aprovação automática sem avaliações constantes, cumulativas e contínuas.
O problema da falta de qualidade do ensino oferecida pelas escolas públicas não está no ciclo ou na progressão continuada e sim em oferecer e garantir aos alunos o direito de aprender de acordo com os diferentes ritmos de aprendizagem e assegurar o direito do reforço ou da recuperação paralela e a participação de todos nesse processo -   a escola, os alunos, suas famílias e a comunidade.


Fonte: 
MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos."Progressão continuada" (verbete). Dicionário Interativo da Educação Brasileira - EducaBrasil. São Paulo: Midiamix Editora, 2002, http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=68, visitado em 7/6/2011.
Imagem disponível em http://npd.snd.org/photo/progressao-continuada?context=latest ( acesso em 07 de junho de 2011)

Parceria ONG e Escola


Educação gera Inclusão – esse é o lema da ONG Instituto Integrar Brasil fundada em 2002. Seu principal objetivo é auxiliar o acesso de alunos de baixa renda e de classes excluídas ao ensino de qualidade através de aulas de reforço escolar. Além disso o Instituto tem parceria com várias instituições de ensino particular na cidade de São José dos Campos que oferecerem bolsas de estudos (parciais e integrais) para os alunos que se destacam em seu aprendizado. Além do desempenho escolar é avaliado o comportamento do aluno e o comprometimento da família com a aprendizagem dos filhos.
Para realizar esse trabalho conta com a colaboração da Escola Estadual Olímpio Catão, localizada no centro da cidade, que disponibiliza as salas de estudos para as aulas que atende alunos do primeiro ano do ensino fundamental até o ensino médio. Como a ONG não tem fins lucrativos, todo o trabalho é realizado através de voluntários: professores, pais ( que ajudam no preparo dos lanches dos alunos) e a comunidade em geral.
São muitos casos de sucesso na trajetória desta Instituição, muitos alunos hoje tem a oportunidade de estudarem em escolas renomadas na cidade e tiveram sua realidade educacional totalmente modificada e isso reflete na família de forma positiva e construtiva.
A inclusão está além do aspecto da deficiência física, devemos assegurar o acesso à educação e dar oportunidades àqueles que são considerados excluídos da sociedade seja por questões como raça, classe social ou qualquer outro fator e respeitar e valorizar sua formação sócio-cultural.



Fonte: http://www.integrarbrasil.org.br/ ( acesso em 06 de junho de 2011)



quinta-feira, 2 de junho de 2011

A criança e o espaço pedagógico

   A escola de Educação infantil deve ser vista como um espaço onde os educadores possam educar, cuidar  e instruir a criança desde os primeiros anos de vida tanto no aspecto afetivo e principalmente no aspecto do “desenvolvimento cognitivo” e não deve  ser classificada como um espaço onde os educadores são vistos como babás.
     De acordo com a teoria de Vigotsky, ele propõe que o desenvolvimento não procede a socialização,ao contrário,são as estruturas sociais e as relações sociais que levam ao desenvolvimento das funções mentais. Ele acreditava que a aprendizagem da criança podia ocorrer através do jogo,da brincadeira,da instrução formal ou do trabalho entre o aprendiz e de outra pessoa mais experiente. Vigotsky via o conhecimento cognitivo dependente  mais das interações com as pessoas e com os instrumentos do mundo pedagógico.
    Contudo o que são os instrumentos pedagógicos?
    Os instrumentos pedagógicos podem ser considerados como aquilo que utilizamos para construir o espaço pedagógico,como por exemplo o parque, a sala de aula ,os objetos ,a natureza ,o corpo humano, as noticias, uma conversa,uma música, uma brincadeira,um filme, entre outras coisas.Porém para que se torne pedagógico todo instrumento precisa de uma significância!
    Para que o educador possa desenvolver um trabalho pedagógico ele precisa pensar o espaço. Mas como organizar um espaço pedagógico?
    O espaço pedagógico alem de ser constituído de materiais concretos, é feito de planejamento de atitudes!
Planejar uma aula ,uma rotina por exemplo é um começo. Tudo o que é feito durante a aula é observado pela criança, cada palavra ,uma atitude, um gesto, deve ser pensado.
   Por exemplo uma roda de conversa, não é apenas um momento de descontração, mas sim um momento onde a criança pode trocar idéias, falar de sua vivência, de suas experiências, discutir sobre diversos assuntos e  para o educador é o momento dele conhecer seu aluno e fazer as intervenções pedagógicas necessárias.
    Um outro exemplo é a hora da brincadeira, este é um momento muito valioso pois é neste momento que a criança expõe sua inteligência e criatividade mas para que o educador tenha essa visão ele tem que estudar e reavaliar sua prática constantemente.
    Um outro fator a ser discutido é sobre a diversidade na escola é um conceito que atualmente vem sendo abordado por muitos educadores e deve ser cada vez mais ser compreeendido e implantado no campo  pedagógico . A inclusão social por exemplo,tão citada atualmente  não deve ser considerada apenas como socialização do aluno especial mas deve ser analisada para que o incluso também se enquadre no espaço pedagógico escolar.
    Enfim para que o educador produza uma aula de qualidade ,seu  espaço pedagógico deve ser rico de instrumentos e atitudes que são pensadas  para que tenham significância e objetivos. Visto que não há uma receita para se produzir uma aula, pois ela deve ser articulada e renovada, pois o educador deve sempre buscar novos conhecimentos, reaprender a cada momento, inovar e o mais importante é que ele possa ter um olhar sensível  e pedagógico para cada momento de sua atuação!

(acesso em 02 de junho de 2011)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Progressão Continuada na mídia






Reunião das matérias e comentários exibidos pelo Bom Dia Brasil (18/02/2011) sobre reprovação escolar e progressão continuada.

Educação Inclusiva


Deborah Andrade dirigiu este documentário para o MEC, em 2009, para mostrar a inclusão de alunos com necessidades especiais nas escolas regulares da rede pública, do ensino fundamental à universidade.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma reflexão ...

É necessário refletirmos nossa prática em sala de aula para não perpetuarmos a educação bancária e essa letra escrita por Gabriel o Pensador em 1995 infelizmente retrata a realidade de muitas escolas nos dias atuais.

Estudo Errado 

Eu tô aqui Pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando espiando colando as prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde
Ou quem sabe aumentar minha mesada
Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)
Não. De mulher pelada
A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada
E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!)
A rua é perigosa então eu vejo televisão
(Tá lá mais um corpo estendido no chão)
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:

Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)

Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda num sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)
Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir)
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam
(Esse num é o valor que um aluno merecia!)
Íííh... Sujô (Hein?)
O inspetor!
(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)
Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada

Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)

Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância a exploração e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim cês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...



Fonte: http://www.vagalume.com.br/gabriel-pensador/estudo-errado.html#ixzz1NMlSEHxe

terça-feira, 24 de maio de 2011

Planejamento



" Quem ensina, aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender."  (Paulo Freire)

O planejamento é a etapa mais importante do projeto pedagógico, pois é a partir desta  que as metas são preparadas. Não há uma forma exata para se fazer um bom planejamento escolar, ao contrário, ele deve ser flexível e como tal deve permitir ao educador repensar, revisar, buscando novos significados para sua prática pedagógica.
Assim, feito a escolha dos conteúdos a ser ensinado é preciso também levar em conta a faixa etária da turma e suas necessidades de aprendizagem. É também preciso conhecê-los a fundo e selecionar os materiais a serem usados como textos, livros e sites.
Para que o planejamento seja realizado com sucesso é preciso pesquisar sempre, ser criativo na elaboração da aula, estabelecer prioridades e limites, estar aberto a acolher o aluno e sua realidade e estar aberto para replanejar sempre que necessário.
Planejar é “antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto; ... fazer algo incrível, essencialmente humano: o real a ser comandando pelo ideal” (VASCONCELOS, 2004, p. 35). 
O planejamento é pois algo que se faz antes de agir, mas é também agir em função daquilo que se pensa e do que se avalia em sua vivência escolar.



Fonte:
http://www.webartigos.com/articles/33884/1/A-CENTRALIDADE-DO-PLANEJAMENTO-PARA-A-PRATICA-PEDAGOGICA/pagina1.html#ixzz1NMjQIhYY (acesso em 24 de maio de 2011)
Revista Nova Escola Abril 2011 - Como fazer o planejamento (página 54).

Antes de tudo, Planejamento !


http://www.youtube.com/watch?v=uCQCtHOnwkM

sábado, 21 de maio de 2011

Incluir é preciso

"A inclusão escolar começa na alma do professor, contagia seus sonhos e amplia seus ideais. A utopia pode ter muitos defeitos, mas pelo menos, uma virtude tem: ela nos faz caminhar." Eugênio Cunha


Andréia Perez é pedagoga com especialização em deficiência da audiocomunicação formada pela Unesp Marília. Está atuando desde 2008 na Escola Estadual Ruth Coutinho Sobreiro no bairro Santa Inês, na cidade de São José dos Campos como professora de sala de recursos.

Como você descreve seu trabalho?
Atendo alunos inclusos surdos da rede estadual da região que é formada por seis escolas, que estudam no ciclo 1 e 2 e  ensino médio,no contraturno dos horários regulares de aula, conforme a resolução SE 11 - que dispõe sobre a educação escolar de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas da rede estadual de ensino.
O atendimento pode ser feito de forma individual ou em grupo formados por alunos que se encontram no mesmo nível de aprendizagem.
O foco principal deste trabalho é trazer qualidade no ensino para a inclusão destes alunos nas salas de aula regulares. A alfabetização em libras é nossa grande meta com os inclusos.
Desenvolvo meu trabalho em conjunto com os diretores, coordenadores e professores destes alunos através da adaptação do currículo escolar, elaboração de atividades e esse atendimento se estende à família auxiliando-a neste processo.

Quais as dificuldades como educadora e para os alunos inclusos?
A maior dificuldade que enfrento é com relação as famílias. Primeiramente, no aspecto da aceitação da deficiência dos filhos e também pelo desconhecimento da linguagem de sinais. Outro aspecto a ser observado é que os recursos que o governo destina ao deficiente, através do benefício social BPC-LOAS, em muitos casos não é aplicado em benefício do aluno, através da compra de aparelhos de audição, sessões de fonoaudiologia, por exemplo.
A alfabetização em libras é um processo demorado e deve contar com a participação da família.
Mas mesmo com algumas dificuldades, o Estado tem cumprido o seu papel através da disponibilização de recursos materiais e através dos professores interlocutores com conhecimento em libras para a sala de aula regular.
Para os alunos a dificuldade está na defasagem da aprendizagem pois até 2007  frequentavam classes especiais multisseriadas.
Acredito que em alguns anos veremos o resultado do nosso trabalho na vida dos alunos inclusos, familiares e educadores que integram todo esse processo educacional principalmente com esta nova geração que hoje já conta com este atendimento desde a educação infantil.
















Fotos do arquivo pessoal de Andréia Perez.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A relação escola-família – mitos e soluções para uma parceria positiva


A escola diante do fracasso escolar coloca a culpa na família e essa por sua vez devolve a acusação para os professores.
“Vários fatores influenciam o aproveitamento do aluno. Se a escola e a família buscam ações coordenadas,os problemas são enfrentados e resolvidos”, diz a psicóloga Ana Costa Polonia, docente da Universidade de Brasilia.
Vários mitos tem permeado a relação escola-família e alguns paradigmas precisam ser quebrados se buscamos a superação destes conflitos.

O grande problema da escola são as famílias desestruturadas
É verdade que a família mudou bastante nos últimos anos, porém essa nova composição não é a grande vilã para o problema da aprendizagem ou do comportamento, visto que não há comprovação para tal realidade.
Não importando a constituição familiar,o que realmente faz diferença no bom desenvolvimento do aluno é a participação de seus responsáveis, sejam a mão e/ou pai, avós, tios, madrasta ou padrasto, em sua formação.

É  responsabilidade da família o aprendizado escolar dos filhos
A responsabilidade da educação deve ser compartilhada entre a família e a escola, porém cada um com seus objetivos, conteúdos, práticas e metodologias. A escola é responsável pelo ensino formal dos conhecimentos de forma ampla, sistemática e de forma universal, ou seja, para todos. Mas o papel da família é importante pois o aluno é a figura central da aprendizagem e seu conhecimento adquirido em casa deve ser levado em consideração no processo ensino-aprendizagem.

Pais ausentes nas atividades escolares
Professores reclamam com relação a ausência dos pais nas atividades da escola pois é obrigação da família manter a criança na escola e zelar por sua frequência conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Por problemas de comunicação e pela realidade dos horários de trabalho dos pais é muito difícil o comparecimento às reuniões escolares. Outro problema é que geralmente os professores tem dificuldades em aceitar as opiniões dos pais e a família por sua vez não quer ouvir as recomendações da escola em como cuidar de seus filhos.
Para uma verdadeira aproximação é necessário um diálogo franco com os responsáveis e buscar soluções conjuntas para que a participação na vida escolar seja efetiva.

Em reunião de pais a pauta principal é o comportamento 
As reuniões escolares devem tratar sobre a aprendizagem, explicando o planejamento pedagógico, a atuação da escola neste processo e como o aluno tem evoluido na construção dos conhecimentos.
Para resolver problemas de comportamento deve haver uma concordância entre direção, coordenação pedagógica, professores e familiares com relação as ações para com o aluno e o ambiente para essa resolução não deve ser a reunião de pais.


Fonte: Revista Nova Escola, setembro de 2009 – Artigo: Formação-Escola e família – Sem culpar o outro – Amanda Polato.
Imagem disponível em http://paisfilhosescola.blogspot.com/2009/11/relacao-escola-e-familia-uma-proposta.html ( acesso em 20 de maio de 2011).




quinta-feira, 19 de maio de 2011

Menos violência, notas melhores

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/menos-violencia-notas-melhores-gestao-conflitos-articulacao-comunidade-508877.shtml

Educação em Valores

O vídeo mostra dois exemplos de projetos elaborados por escolas para trabalhar a educação moral. O primeiro, da escola Esmeralda Sanches da Rocha, em Votuporanga, interior de SP, promove a convivência inter-racial questionando e entendendo o racismo em atividades de três disciplinas: Educação Artística, Língua Portuguesa e História. Já a escola Giulio David Leone exercita a reflexão política, desenvolvendo partidos e candidatos à presidência, que são os próprios alunos, e uma simulação de eleição. O programa ainda consulta os professores da Faculdade da Educação da USP, José Sérgio de Carvalho e Nilson Machado, e Pedro Goergen, da Unicamp, para saber qual é o papel da escola na educação moral de seus alunos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O que é escola segundo Paulo Freire


A ESCOLA
"Escola é...
o lugar onde se faz amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém
nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se ‘amarrar nela’!
Ora , é lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz."

quinta-feira, 28 de abril de 2011


Vídeo produzido pela equipe da TV Escola que mostra a evolução do atendimento às crianças em escolas de Educação Infantil no Brasil.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Corre cotia, na casa da tia ...

De acordo com o Referencial Curricular Nacional: "A estruturação do espaço, a forma como os materiais estão organizados, a qualidade e a adequação dos mesmos são elementos essenciais de um Projeto Educativo. Espaço físico, materiais, brinquedos, instrumentos sonoros e mobiliários não devem ser vistos como elementos passivos, mas como componentes ativos do processo educacional que refletem a concepção de educação assumida pela instituição. Constituem-se em poderosos auxiliares de aprendizagem. Sua presença desponta como um dos indicadores importantes para a definição de práticas educativas de qualidade nas instituições de Educação Infantil".




                           

 O espaço físico é um elemento de suma importância para o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças na Educação Infantil.
Através da interação com o meio ela constrói seu próprio conhecimento através de um espaço que ofereça socialização, liberdade de movimentos e segurança.
O espaço deve ser concebido e organizado para que as crianças possam brincar e através dessas brincadeiras criarem suas relações com o meio, com outras crianças e com o educador. Citando novamente o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil que assegura: “as crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outras pessoas e com o meio em que vivem. O conhecimento não se constitui em cópia da realidade, mas sim, fruto de um intenso trabalho de criação, significação e ressignificação”.


A escola deve proporcionar espaços que tragam desafios para as crianças em sua cognição, socialização e no aspecto motor através de ambientes onde possam correr, pular, subir, descer, explorar seus limites corporais e assim também aprender a controlar o próprio corpo e estimulação todos os seus sentidos.










Em sala de aula, a exploração dos cantos simbólicos e temáticos deve levar a criança a desenvolver suas capacidades pois através do brincar ela pode vivenciar suas experiências em outros meios e recriar-las trazendo assim um novo conhecimento adquirido.
Como organizar estes espaços? Levando-se em conta a criança em primeiro lugar e que suas necessidades sejam atendidas através de espaços que estimulem, desafiem, socializem e que possibilitem sua autonomia.
Que nossas escolas tenham espaços que façam a criança sentir-se parte de um lugar onde sua individualidade é respeitada, seu desenvolvimento é estimulado e sua formação plena é a prioridade.




Fonte: Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. MEC/1998
Imagens - Livreto Espaços que Educam - Educação Infantil - Prefeitura Municipal de São José dos Campos - Secretaria de Educação - Março 2010