terça-feira, 24 de maio de 2011

Planejamento



" Quem ensina, aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender."  (Paulo Freire)

O planejamento é a etapa mais importante do projeto pedagógico, pois é a partir desta  que as metas são preparadas. Não há uma forma exata para se fazer um bom planejamento escolar, ao contrário, ele deve ser flexível e como tal deve permitir ao educador repensar, revisar, buscando novos significados para sua prática pedagógica.
Assim, feito a escolha dos conteúdos a ser ensinado é preciso também levar em conta a faixa etária da turma e suas necessidades de aprendizagem. É também preciso conhecê-los a fundo e selecionar os materiais a serem usados como textos, livros e sites.
Para que o planejamento seja realizado com sucesso é preciso pesquisar sempre, ser criativo na elaboração da aula, estabelecer prioridades e limites, estar aberto a acolher o aluno e sua realidade e estar aberto para replanejar sempre que necessário.
Planejar é “antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto; ... fazer algo incrível, essencialmente humano: o real a ser comandando pelo ideal” (VASCONCELOS, 2004, p. 35). 
O planejamento é pois algo que se faz antes de agir, mas é também agir em função daquilo que se pensa e do que se avalia em sua vivência escolar.



Fonte:
http://www.webartigos.com/articles/33884/1/A-CENTRALIDADE-DO-PLANEJAMENTO-PARA-A-PRATICA-PEDAGOGICA/pagina1.html#ixzz1NMjQIhYY (acesso em 24 de maio de 2011)
Revista Nova Escola Abril 2011 - Como fazer o planejamento (página 54).

Antes de tudo, Planejamento !


http://www.youtube.com/watch?v=uCQCtHOnwkM

sábado, 21 de maio de 2011

Incluir é preciso

"A inclusão escolar começa na alma do professor, contagia seus sonhos e amplia seus ideais. A utopia pode ter muitos defeitos, mas pelo menos, uma virtude tem: ela nos faz caminhar." Eugênio Cunha


Andréia Perez é pedagoga com especialização em deficiência da audiocomunicação formada pela Unesp Marília. Está atuando desde 2008 na Escola Estadual Ruth Coutinho Sobreiro no bairro Santa Inês, na cidade de São José dos Campos como professora de sala de recursos.

Como você descreve seu trabalho?
Atendo alunos inclusos surdos da rede estadual da região que é formada por seis escolas, que estudam no ciclo 1 e 2 e  ensino médio,no contraturno dos horários regulares de aula, conforme a resolução SE 11 - que dispõe sobre a educação escolar de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas da rede estadual de ensino.
O atendimento pode ser feito de forma individual ou em grupo formados por alunos que se encontram no mesmo nível de aprendizagem.
O foco principal deste trabalho é trazer qualidade no ensino para a inclusão destes alunos nas salas de aula regulares. A alfabetização em libras é nossa grande meta com os inclusos.
Desenvolvo meu trabalho em conjunto com os diretores, coordenadores e professores destes alunos através da adaptação do currículo escolar, elaboração de atividades e esse atendimento se estende à família auxiliando-a neste processo.

Quais as dificuldades como educadora e para os alunos inclusos?
A maior dificuldade que enfrento é com relação as famílias. Primeiramente, no aspecto da aceitação da deficiência dos filhos e também pelo desconhecimento da linguagem de sinais. Outro aspecto a ser observado é que os recursos que o governo destina ao deficiente, através do benefício social BPC-LOAS, em muitos casos não é aplicado em benefício do aluno, através da compra de aparelhos de audição, sessões de fonoaudiologia, por exemplo.
A alfabetização em libras é um processo demorado e deve contar com a participação da família.
Mas mesmo com algumas dificuldades, o Estado tem cumprido o seu papel através da disponibilização de recursos materiais e através dos professores interlocutores com conhecimento em libras para a sala de aula regular.
Para os alunos a dificuldade está na defasagem da aprendizagem pois até 2007  frequentavam classes especiais multisseriadas.
Acredito que em alguns anos veremos o resultado do nosso trabalho na vida dos alunos inclusos, familiares e educadores que integram todo esse processo educacional principalmente com esta nova geração que hoje já conta com este atendimento desde a educação infantil.
















Fotos do arquivo pessoal de Andréia Perez.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A relação escola-família – mitos e soluções para uma parceria positiva


A escola diante do fracasso escolar coloca a culpa na família e essa por sua vez devolve a acusação para os professores.
“Vários fatores influenciam o aproveitamento do aluno. Se a escola e a família buscam ações coordenadas,os problemas são enfrentados e resolvidos”, diz a psicóloga Ana Costa Polonia, docente da Universidade de Brasilia.
Vários mitos tem permeado a relação escola-família e alguns paradigmas precisam ser quebrados se buscamos a superação destes conflitos.

O grande problema da escola são as famílias desestruturadas
É verdade que a família mudou bastante nos últimos anos, porém essa nova composição não é a grande vilã para o problema da aprendizagem ou do comportamento, visto que não há comprovação para tal realidade.
Não importando a constituição familiar,o que realmente faz diferença no bom desenvolvimento do aluno é a participação de seus responsáveis, sejam a mão e/ou pai, avós, tios, madrasta ou padrasto, em sua formação.

É  responsabilidade da família o aprendizado escolar dos filhos
A responsabilidade da educação deve ser compartilhada entre a família e a escola, porém cada um com seus objetivos, conteúdos, práticas e metodologias. A escola é responsável pelo ensino formal dos conhecimentos de forma ampla, sistemática e de forma universal, ou seja, para todos. Mas o papel da família é importante pois o aluno é a figura central da aprendizagem e seu conhecimento adquirido em casa deve ser levado em consideração no processo ensino-aprendizagem.

Pais ausentes nas atividades escolares
Professores reclamam com relação a ausência dos pais nas atividades da escola pois é obrigação da família manter a criança na escola e zelar por sua frequência conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Por problemas de comunicação e pela realidade dos horários de trabalho dos pais é muito difícil o comparecimento às reuniões escolares. Outro problema é que geralmente os professores tem dificuldades em aceitar as opiniões dos pais e a família por sua vez não quer ouvir as recomendações da escola em como cuidar de seus filhos.
Para uma verdadeira aproximação é necessário um diálogo franco com os responsáveis e buscar soluções conjuntas para que a participação na vida escolar seja efetiva.

Em reunião de pais a pauta principal é o comportamento 
As reuniões escolares devem tratar sobre a aprendizagem, explicando o planejamento pedagógico, a atuação da escola neste processo e como o aluno tem evoluido na construção dos conhecimentos.
Para resolver problemas de comportamento deve haver uma concordância entre direção, coordenação pedagógica, professores e familiares com relação as ações para com o aluno e o ambiente para essa resolução não deve ser a reunião de pais.


Fonte: Revista Nova Escola, setembro de 2009 – Artigo: Formação-Escola e família – Sem culpar o outro – Amanda Polato.
Imagem disponível em http://paisfilhosescola.blogspot.com/2009/11/relacao-escola-e-familia-uma-proposta.html ( acesso em 20 de maio de 2011).




quinta-feira, 19 de maio de 2011

Menos violência, notas melhores

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/menos-violencia-notas-melhores-gestao-conflitos-articulacao-comunidade-508877.shtml

Educação em Valores

O vídeo mostra dois exemplos de projetos elaborados por escolas para trabalhar a educação moral. O primeiro, da escola Esmeralda Sanches da Rocha, em Votuporanga, interior de SP, promove a convivência inter-racial questionando e entendendo o racismo em atividades de três disciplinas: Educação Artística, Língua Portuguesa e História. Já a escola Giulio David Leone exercita a reflexão política, desenvolvendo partidos e candidatos à presidência, que são os próprios alunos, e uma simulação de eleição. O programa ainda consulta os professores da Faculdade da Educação da USP, José Sérgio de Carvalho e Nilson Machado, e Pedro Goergen, da Unicamp, para saber qual é o papel da escola na educação moral de seus alunos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O que é escola segundo Paulo Freire


A ESCOLA
"Escola é...
o lugar onde se faz amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém
nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se ‘amarrar nela’!
Ora , é lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz."

quinta-feira, 28 de abril de 2011


Vídeo produzido pela equipe da TV Escola que mostra a evolução do atendimento às crianças em escolas de Educação Infantil no Brasil.